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A outra face
de um belo sorriso
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A cada década percebemos como são rápidos e determinantes
os avanços conceituais e tecnológicos nas ciências de forma geral.
Mudanças são, ao menos numa primeira análise, o sistema nervoso
do conhecimento.
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Com o surgimento da Tecnologia da Informação (TI)
e sua incrível capacidade de promover interações, abordagens mais
holísticas passaram a fazer parte das especialidades que até então,
de tão específicas, perdiam-se no contexto geral. A especialização
do conhecimento, que teve seu marco inicial com Descartes há alguns
séculos atrás - o estudo das partes para compreensão do todo - fez
com que o médico desse mais importância à ferida do que ao enfermo.
Fez com que o dentista tratasse dos dentes quase que fora do corpo
do cliente. Especialistas, especializações, especialidades, um momento!
Quem vai me olhar como um TODO?
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Esta não é uma discussão recente, já sabemos, mas
cada vez mais relevante. Dentistas, médicos, enfermeiros, psicólogos
jamais seriam bons profissionais se dominassem apenas o conhecimento
em suas áreas. É preciso administrar, gerir pessoas, entender clientes,
saber vender, se vender, comprar e até trocar. Realmente o sucesso
é multifatorial e a ausência de uma destas qualidades pode comprometer
qualquer possibilidade próspera no mercado.
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Se partirmos do pressuposto de que clientes querem
sentir-se importantes, passamos a nos perguntar: o que será necessário
para satisfazer desejos e necessidades dos clientes? Como poderemos,
na área da saúde, surpreende-los? Uma das possíveis respostas seria
cura-lo da patologia que o aflige. Seria só isso?
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Atenção e cortesia, postura ética, bom humor, interesse
e conhecimento do problema do cliente também são expectativas que,
se não atingidas, geram muita, mas muita dor de cabeça. Quem procura
serviços de saúde não se conforma com o atendimento rápido, objetivo
e frio que a mecânica do sistema de saúde vigente no país nos impôs
- quantidade em detrimento à qualidade.
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Adequar os serviços oferecidos, personalizar o
atendimento - tratando clientes diferentes de formas diferentes
- e sobretudo estudar maneiras de surpreender-los, são diferenciais
que determinam a presença ou não de clientes nos consultórios. Não
é mais sensato desenvolver-se tecnicamente e não se aprimorar nos
aspectos não-clínicos, tão determinantes neste segmento - vale lembrar
que o aperfeiçoamento técnico continua sendo indispensável e não
é intenção desvaloriza-lo.
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Para o aperfeiçoamento da relação profissional/cliente
estão à nossa disposição tecnologias como o CRM (Costomer Relationship
Management) que tem como prioridade o processamento de informações
individualizadas da relação com o cliente e posterior uso destes
dados na personalização do atendimento. Trocando em miúdos, o CRM
permite conhecer os clientes através do histórico de suas relações
com a empresa e posterior adequação às necessidades de cada um.
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Nem sempre é fácil abrir um canal que permita conhecer
clientes atuais e potenciais. Obter dados estatísticos, pesquisar
satisfação e escutar criticas dão algum trabalho e reverter essas
informações em benefício aos clientes dão muito mais. A questão
é: como ficar alheio a tudo isso? Pense no fato de que você, leitor,
é cliente e sabe o que quer. Convenhamos, profissional com "cara
de nazista" e recepcionista te chamando de "meu amor"
ao telefone, não dá.
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É por isso que, diferenciar-se não é mais um diferencial
- desculpem a redundância mas é isso mesmo. Quem pratica a medicina
ou a odontologia da forma que aprendemos no curso de graduação,
fatalmente sentirá falta de alguma coisa [talvez de clientes]. Eles
não compram só a cura, compram relacionamento e sentimento.
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Daniel Simões
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